quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Holanda a 50 euros por dia - Parte 2

+ 15 DICAS DA HOLANDA


Visão noturna de um dos diversos canais de Amsterdam. (Foto: Marco Ariesen)


1. A Holanda é menor que o estado da Paraíba. Em poucas horas você cruza o país de norte a sul, o que facilita viagens do tipo bate-volta. Comprar a passagem de ida e volta com retorno para o mesmo dia costuma sair mais barato do que adquirir os bilhetes separados. No site do sistema ferroviário holandês, o Nederlandse Spoorwegen (Dutch Railways)  é possível consultar horários, trajetos e preços da passagem. De Amsterdam para Delft, por exemplo, o trecho sai por 11,40 euros na segunda classe e a viagem dura uma hora.

2. O moderno aeroporto Schiphol de Amsterdam fica a 18 quilômetros do centro. Para chegar à Centraal Station pegue o trem (ticket a 3,80 euros). São 15 minutos. Da estação há transporte para todos os cantos da cidade.

3. Amsterdam é uma cidade compacta e plana. Andar a pé é gratuito. Querendo fazer como os holandeses, alugue uma magrela. Além da MacBike, citada no post anterior há outras opções como a Orange Bike (perto da praça Dam) que cobra 6 euros por 3 horas ou a partir de 8,50 euros por dia. Já na Bike City  quatro horas sai por 10 euros ou a partir de 12,50 por dia. Importante: para alugar uma bicicleta a maioria da empresas pede uma fiança de 50 euros ou um cartão de crédito, além de fotocópia do passaporte. A fiança, claro, é reembolsada na devolução da bike.


O bicycle-taxi, uma espécie de riquixá holandês. (Foto: Brian - Ski e Epic)

4. Se sua ideia - seja lá qual for o motivo - é utilizar muito o transporte público em pouco tempo vale adquirir os passes de um dia (7,50 euros), 2 dias (11,50 euros) e três dias (14,50 euros). Lembrando que o I Amsterdam Card, além de permitir entrada free nos principais museus, dá acesso gratuito ao transporte da cidade. Mas se você pretende andar muito talvez compense comprar os tickets avulsos. Para entrar no clima use quando puder os bicycle-taxis, o riquixá holandês. A partir de 5 euros para distâncias de curtas a médias.

5. Se você busca a Amsterdã dos olhares curiosos, do risadinha contida e dos aficionados do gênero conheça o Museu da Cannabis que conta tudo sobre a erva como a origem, benefícios, malefícios e inclusive seus ilustres contrabandistas. Entrada a 9 euros. Crianças até 13 anos não pagam, mas só entram acompanhadas por um adulto responsável. Com tempo visite o Museu Erótico (5 euros) e o Museu do Sexo (3 euros). Este último conta a evolução do tema ao longo dos séculos.

6. 
A 16 quilômetros da capital está Zaanse Schaans, uma vila do século 18 com cinco moinhos funcionando. Entrada a 4,50. Já Haarlem – a 18 quilômetros – tem um lindo centro antigo. Para os mais dispostos dá para ir de bicicleta. Os Jardins de Keukenhof,  em Lisse, tem mais de seis milhões de flores e plantações enormes de tulipas. A 26 quilômetros. Só abre em um determinado período no ano. Em 2010, será de 18 de março a 16 de maio. Entrada a 13,50 euros. Para chegar aos Jardins de Keukenhof não é necessário comprar excursões. Pegue um trem até Leiden e da estação da cidade o ônibus 54 para Lisse. O bilhete de trem está a partir de 8 euros e o do ônibus sai a 3,20 euros.


Souvenir a 1 euro: os famosos tamanquinhos holandeses. (Foto: Marcel Herber)

7. O passeio de barco pelos canais não é coisa de “turista”. Você deve fazer um para se localizar melhor em Amsterdã, uma espécie de introdução à cidade. Geralmente duram em torno de uma hora e custa a partir de 12 euros. Caso prefira, alugue um pedalinho a 8 euros por hora e tenha seu momento Amyr Klink. As empresas Lovers  e Canal Company  oferecem vários tipos de passeios, alguns incluem jantar e/ou bebida e ainda parada em museus à sua escolha.

8. Para conhecer um perfeito castelo de contos de fada com direito a fosso, torre e muralha, vá ao Muiderslot, a 13 quilômetros de Amsterdam. Entrada a 7 euros.

9. Célebres em todo o país, especialmente em Amsterdam, os coffee-shops não são, assim, tão inofensivos como sugere o nome do estabelecimento. São neles que você pode comprar legalmente uma matulinha de maconha - para consumo próprio. (Se a polícia pegar você com mais de cinco gramas no bolso, vai dar um bafafá daqueles e provavelmente você vai ver o sol nascer quadrado). A rede Bulldog é a mais conhecida, totalmente turística. Se você fica deslocado que nem eu num lugar desses, mas gostaria de conhecer algo do gênero (digo, um coffe-shop - não a matulinha) tente o Tertulia , que parece mais uma casa de chá.

10. Não fotografe as meninas das vitrines do Red Light District, o bairro da Luz Vermelha, em Amsterdam. O local está cheio de policial à paisana. É uma regra tão sagrada por ali que, caso desobedeça, vai ficar sem a máquina.

11. Chove o ano inteiro no país, com mais freqüência no verão - junho, julho e agosto. Leve capa de chuva na mala.

12. Caso vá na primavera-verão não perca o trecho entre Leiden (perto de Haia) e Haarlem, do lado de Amsterdam. São quilômetros de estrada cercada de tulipas, formando um colorido tapete gigante.


As bicicletas são o principal meio de transporte nas cidades holandesas. (Foto: Eva Serna)

13. Em Amsterdam, esqueça o metrô. Alem das bicicletas, pegue o bonde nº 20 – que faz um city tour pela cidade. Ticket a 1,60 euros.

14. Nas bibliotecas públicas de Amsterdam (Openbare Bibliotheek)  e Rotterdam (Centrale Bibloteek) é possível acessar gratuitamente a internet por 30 minutos. Com um cadastro rápido feito na hora você também pode desfrutar da rede wi-fi do prédio, caso tenha levado seu laptop.

15. Experimente o Walking Tour Gratuito - uma passeio a pé guiado pela cidade. Começa às 11h da manhã perto do centro de informação turística da Centraal Station. Você vai percorrer praças, canais, pontes, conhecer mais detalhes de monumentos históricos e descobrirá detalhes inusitados do Red District Ligth. Dura de três a quatro horas e pode ser muito válido para seu primeiro dia na cidade. No final, provavelmente vão pedir uma “contribuição”, que você vai acabar dando, dentro de suas possibilidades, com gosto. Não é necessário agendar.

MUITO BOM - O país é plano. Por onde quer que vá, uma bicicleta vai esperar você. Resumo: passeios baratos garantidos.
MUITO CHATO - Com raras exceções, todas as atrações significativas são cobradas na Holanda - desde mapas a museus.

AMANHÃ: DICAS DE COMIDA BOA E BARATA E HOSPEDAGEM ECONÔMICA NA HOLANDA.


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Holanda a 50 euros por dia - Parte 1


Nos canais de Amsterdam um passeio de barco sai a partir de 12 euros. (Foto: Lars Brinkman)

Se eu perguntasse a você qual o principal cartão postal da França ou da Grécia com certeza algo muito típico e célebre viria a sua cabeça. Torre Eiffel na primeira. Quiçá a Acrópole na segunda. Já a Holanda não pode ser descortinada através de imagens consagradas. Num exercício de construção do imaginário poderíamos destacar alguns ícones como tulipas, tamancos, moinhos e bicicletas.

O detalhe é que, aqui, os atributos quase sempre superam as características. O maior valor do país nem sempre sai na fotografia. Desprovida de preconceitos e altamente tolerante com as diferenças, na Holanda os direitos humanos não são motivo de discussão, mas - sim - de orgulho.

Amsterdam, porta de entrada para a maioria dos turistas que vem ao país, foi a cidade escolhida para o famoso protesto de John Lennon e Yoko Ono, em 1962, quando passaram uma semana na cama. No quarto 902 do Hotel Hilton, para ser mais exata. No entanto, a cidade do tudo pode já foi mais liberal. Drogas e prostituição são permitidas, com restrições é bom advertir. Liberdade de expressão é algo incontestável. Mas seu direito sempre vai terminar quando o do outro começar.

DE CASAS CUBISTAS A VACAS MALHADAS

O holandês já nasce poliglota. O país de onde brotaram gênios como Van Gogh e Rembrandt tem um idioma impenetrável. Até um descompromissado “por favor” (algo como alstublieft) dá nó na língua. Não há com que se preocupar: a maioria fala inglês ou alemão. Eles reconhecem que a língua nativa é complexa e farão todo o esforço do mundo para ajudar você.


Tulipa, a flor típica do país. (Foto: Cyan Li)

Tecnicamente a Holanda tem duas capitais, o que pouca gente sabe. Amsterdam é a nominal, a que aparece nos guias de turismo e revistas de viagem como a cidade mais liberal do mundo. Mas Haia (Den Haag) é a sede do governo, portanto a capital político-administrativa do país. Mas isso você vai encontrar, provavelmente, em apostila de preparatório para vestibular só para confundir a gente.

Metade do território holandês está abaixo do nível do mar. Aliás, se não fosse o mar, a Holanda não estaria hoje aqui para contar história, já que surrupiou boa parte da sua área do oceano Atlântico. Um inteligente sistema de diques e drenagem transformou a região numa espécie de Veneza progressista.

O país é plano, um adorável convite a pedaladas. Só em Amsterdam são quase 600 mil bicicletas para pouco menos de um milhão de habitantes. De Rotterdam - um dos maiores portos do mundo - ao caminho entre Leiden e Haarlem, na primavera - passando por riquezas medievais como Delft, a Holanda só reserva surpresas do início ao fim do passeio.

O BARATO DA HOLANDA

AMSTERDAM – A primeira coisa que você deve saber ao chegar a Amsterdam é que straat significa “rua” ou “estrada” e gracht, “canal”. Não se esqueça de plein que quer dizer “praça”. Pronto, você está preparado para entender os mapas que, lamento informar, nunca saem de graça nos quiosques de informação turística. Perto da estação central (Centraal Station), a uns 400 metros, está a essência histórica da cidade onde fica a Dam - praça com a catedral Nieuwe Kerk. Caminhe pela inquieta rua Damrak - entre a Dam e a Centraal Station. Bater perna ao redor dos canais também é aquela velha sugestão para decifrar a cidade sem gastar nenhum tostão. Justamente nessas andanças você deve encontrar duas tradicionais praças, a Leidseplein e Rembrandtplein. Passeio gratuito. Ambas oferecem uma variedade enorme de bares e restaurantes. Para conhecer um bairro típico de Amsterdam circule pelo Jordaan. Cheio de casinhas, ruazinhas, lojinhas, mercadinhos e todos os “inhos” que fazem das regiões tradicionais uma delícia de passeio. Os cafés e ateliês mais descolados estão aqui. No Bairro da Luz Vermelha (Red Light District) sua porção conservadora vai por canal abaixo. Aqui, prostitutas - profissão legalizada e pagadora de impostos na Holanda - ficam expostas em vitrines. Sim, estão ali a trabalho. Não é só para turista ver. Mesmo assim, o bairro está longe de ser uma região degradada ou perigosa. Há policiais disfarçados e cabe a você estar atento para não ser incomodado por algum chato vendendo haxixe ou maconha. Além de caminhar, você pode optar pelo aluguel de uma bicicleta. Não, não é uma sugestão alternativa. A bicicleta está para a Holanda como riquixá para a Índia: todo mundo tem que dar pelo menos uma voltinha. Alugue a sua na MacBike  (perto da estação de trem). Normalmente custa entre 4 e 6 euros por três horas. Ou, em média, 10 euros por um dia. Os principais museus da cidade são pagos e quase nenhum tem dias de entrada gratuita para adultos. Se você for fanático pelo tema e com muita organização talvez compense comprar o caro I Amsterdam Card . Custa 38 euros (um dia), 48 euros (dois dias) e 58 euros (três dias). O cartão dá direito à entrada gratuita em todos os museus da cidade (menos a Casa de Anne Frank, que é particular), um passeio de barco e 25% de descontos em outras atrações, aluguel de bicicleta e alguns restaurantes. Caso opte apenas pelos museus essenciais fique com o emocionante Museu Van Gogh (12,50 euros), Museu Casa de Rembrandt (8 euros), no ateliê onde o pintor trabalhava, Museu Rijksmuseum (11 euros)  com a maior coleção de arte do país e, claro, a Casa de Anne Frank (8,50 euros) - lugar onde a menina viveu escondida e escreveu seu famoso diário durante a ocupação nazista. A maioria é gratuita para crianças até 9 ou 12 anos. Estudantes têm descontos vantajosos. Próximo ao Van Gogh Museum está o Vondelpark, o parque mais popular de Amsterdã – para seu obrigatório piquenique da tarde. Site da cidade: www.visitamsterdam.com

ROTTERDAM - A cidade que abriga o maior porto da Europa foi uma das mais atingidas durante a Segunda Guerra mundial. A reconstrução foi resultado dos intensos bombardeios. Nasceram prédios arrojados, arquitetura progressista e fachadas inusitadas como as casas cubistas. Assim como Amsterdam, as principais atrações de Rotterdam são seus bairros: Centrum - centrinho agitado com variado comércio, entre a estação de trem e a avenida Blaak; Waterfront - ao lado do rio Mass com suas pontes contemporâneas e o Museumpark - região dos museus. Mas ao contrário do capital holandesa, o centro de informações turísticas oferece mapas gratuitos e o Use-it  (na rua Schaatsbaan 41- 45) é especialista em turismo para mochileiros. Visite a igreja Laurenskerk de 1525. Foi muito danificada na segunda guerra e reinaugurada em 1968 após uma longa e demorada reforma. Entrada gratuita. Na mesma praça da igreja está a estátua do filósofo Erasmus, nascido na cidade. Para navegar pelo porto contrate tours organizados: passeios de barco a partir de 9 euros. A 20 quilômetros daqui está Gouda, famosíssima pelo queijo de mesmo nome. No verão, especialmente às quintas-feiras, há um enorme mercado de queijos de lamber os beiços. Rotterdam está uma hora de Amsterdam. Site da cidade: www.holland.com/rotterdam


Mercado de queijos na cidade de Gouda, a 20 quilômetros de Rotterdam. (Foto: Paulo Santos)


DEN HAAG (HAIA) - A cidade é menor que Amsterdam e Rotterdam, mas parece mais cosmopolita. Lembrando que Den Haag é o nome em holandês, The Hague em inglês, e Haia em português. A capital político-administrativa do país tem avenidas largas, prédios modernos e é sede da Corte Internacional de Justiça, que fica no Vredespaleis (Palácio da Paz), visitas guiadas das 10h às 16h por 5 euros. No famoso Tribunal de Haia foi julgado e condenado à morte Slobodan Milosevic - acusado de crimes de guerra na antiga Iugoslávia. Para mim, vale como um bate-volta (está a uma hora de trem de Amsterdam), aproveitando metade do seu dia para o Mauritshuis Museum  que ganhou fama depois do filme Garota com o Brinco de Pérola. Neste museu encontra-se – além das famosas telas de autoretrato de Rembrandt – o quadro de Vermeer Girl with a Pearl Earring que deu nome à película estrelada por Scarlet Johansson. Entrada a 10,50 euros. Gratuito para menores de 18 anos. Site da cidade: www.denhaag.com

PARA FUGIR DO ÓBVIO

Se bem que eu acho um pouco óbvio, mas nem todo turista dá a devida atenção a Delft quando vem à Holanda, principalmente se for a primeira viagem para cá. É a típica cidade holandesa com vacas malhadas, moinhos e tulipas. Está a 15 minutos de Den Haag (Haia) e serve para um dos passeios mais agradáveis do país. A praça principal, Markt, está rodeada por canais. Abriga um delicioso mercado toda quinta-feira, dia ideal para conhecer Delft. Claro que você pode visitar algum museu e a catedral anglicana, mas dedique-se a seguir os passos de Vermeer e sua “Garota com o Brinco de Peróla”. O filme, inspirado no pintor, foi rodado aqui. Site da cidade: www.delft.nl

SEM MARCAR TOUCA

Decida quantos dias quer passar na Holanda. Agora acrescente mais dois e
visite calmamente o parque de Kinderdijk, uma aérea com 19 moinhos de vento - Patrimônio da Humanidade.  Há três cidades de onde saem ônibus até o parque: Utrecht, Rotterdam e Dordrecht.  De Rotterdam são 45 minutos. Para saber os horários dos ônibus consulte o site da Arriva, empresa que opera esta linha. Partindo de Rotterdam fica fácil de colocar os moinhos num dia e a medieval Delft no outro. Essas 48 horas a mais no seu roteiro vão fazer toda a diferença no seu scrapbooking de viagem.

AMANHÃ: + 15 DICAS sobre coffee-shops, passeios primaveris e museus alternativos.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Leitura da sexta: Viagens para a Melhor Idade



Vai ser lançado amanhã o Guia Quatro Rodas Viagens para a melhor idade. A edição selecionou os melhores lugares para a terceira idade viajar no Brasil e compilou este conteúdo numa obra especial. O guia oferece dicas de lazer, cultura, turismo, descanso e esporte para o viajante que tem a partir de 60 anos. E mais: dicas de especialistas, geriatras e seguradoras para a melhor idade viajar tranquila, bem informada e poder aproveitar ao máximo todos os tipos de passeios.

O lançamento vai ser na Expoflora, a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, em Holambra, interior de São Paulo. O pessoal da terceira idade representa entre 30% e 40% do público visitante.

Quanto: R$ 14,99
Onde: bancas, supermercados e na Loja Abril


Foto: Editora Abril

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Farmácia de viagem: o que levar?

Estou numa fase meio geriátrica. Ando assustada com o tamanho da minha necessaire de remédios. Não, não estou doente. Raramente tenho dor de cabeça, não sofro com queimação no estômago nem tenho dores musculares. Mas acho que a idade faz a gente ficar mais precavida. Vai que...

Ao fazer minha mala para uma viagem rápida percebi que o saquinho de medicamentos cresceu tanto a ponto de ocupar o espaço que poderia ser de uma blusinha de algodão.

O detalhe é que a experiência fala mais alto: achar uma farmácia aberta às onze da noite em São João del Rey é trabalho hercúleo. Comprar um simples descongestionante nasal nos Estados Unidos, só com receita médica. Na Europa não há tanto rigor assim, mas em alguns países até para tomar xarope é preciso passar pelo médico antes.

Evite transtornos e imprevistos. Separe um cantinho da sua mala para montar sua farmacinha. Lembrando: remédios de uso diário devem ser levados na mala de mão, junto com a receita médica. Se você colocar tudo na bagagem a ser despachada corre o risco de ficar sem eles em caso de extravio.

Por isso, anote aí:

1. Gel para dor muscular Vai que... você leve um tropicão nas pedras da Acrópole, em Atenas.

2. Comprimido contra enjôo Vai que... você resolva fazer um passeio de escuna para Coroa Alta, perto de Porto Seguro. Não sobra um em pé.

3. Sal de frutas Vai que... o Sarapatel não lhe caia bem.

4. Curativos e algodão Vai que... você corte o dedo ao tentar fechar a mala.

5. Antitérmico ou antigripal Vai que... o friozinho de Gramado traga uma leve congestão nasal. Importante: em caso de febre alta, tosse e dores musculares intensas OU suspeita de dengue NÃO tome nada. Procure a unidade de saúde mais próxima.

6. Protetor solar Não tem vai que... Uso diário, mesmo em dias nublados. Repassar a cada quatro horas.

7. Remédios pessoais Leve receita e bula, sempre na mala de mão.

8. Pastilha ou spray para dor de garganta Vai que... os sorvetes de Buenos Aires causem algum incômodo.

9. Comprimidos para prisão de ventre Vai que... você seja como eu: tem pavor de usar o banheiro alheio.

10. Colírio Vai que... o vento quente e arenoso, conhecido como La Kalima, pegue você em Las Palmas, nas Ilhas Canárias.

11. Protetor labial Vai que... o clima seja muito seco, como em Brasília ou Atacama.

12. Preservativo Vai que... digamos, você encontre o amor da sua vida.


DICA: não é necessário ocultar os frascos, nem tirar os comprimidos das embalagens. Desde que a quantidade não seja exorbitante e, sim - claramente para uso pessoal - dificilmente você terá problemas nas viagens internacionais.

Café continental X Café buffet


Café tipo buffet na Costa do Sauípe: comum nos resorts e na maioria dos hotéis brasileiros. (Foto: Raul Mattar)

Não se engane. O nome é frondoso, mas o café continental - oferecido por muitos hotéis no exterior - é o mais merreca que existe: café, leite ou chá com pão, manteiga e geléia. Aliás, quando tiver geléia considere como um up grade.

Já o café servido no estilo buffet é para acabar com a dieta de qualquer um: diversos tipos de pães, bolachinhas, sucos variados, frios, frutas, ovos, cereais, bolos e crepes.

Se para você o “café da manhã incluído” for importante na hora de escolher o hotel, lembre-se de perguntar qual é o tipo de desjejum oferecido pelo hospedagem desejada.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Foto Galeria: outono nos Estados Unidos

Está de malas prontas para visitar o Obama? Provavelmente vai encontrar isso!











Menos eu, claro. :-)

Fotos: Raul Mattar


Tudo o que você deve fazer para aproveitar sua viagem

1. Diga não às encomendas. Ficar zanzando de lojinha em lojinha procurando o perfume francês preferido da sua tia fará você perder tempo e paciência.

2. Divida a bufunfa que você vai levar. Dinheiro vivo, cheques (no Brasil), cartões de crédito e cartão travel money (no exterior).

3. Esteja sempre atento. Não aceite informações que não são solicitadas e desconfie quando algum nativo quiser muuuito mostrar um lugar que você não sabe quem frequenta nem onde fica.

4. Enfrente o transporte público. Metrôs são rápidos e ônibus promovem city-tour pelo preço de um ticket. Deixe o táxi para o seu momento-patrão.

5. Fotografe só o que for permitido. Caso contrário, você pode perder não só as fotos como a máquina junto.

6. Reserve, sempre. Encontrar hotel bom (e barato) na última hora é trabalho para David Copperfield. Só mesmo fazendo mágica.

7. Fique pelo menos quatro dias nas grandes cidades. Não importa se estamos no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos. É  o tempo ideal para visitar o básico.

8. Dê gorjetas. Mas não esbanje. Seus pseudos-funcionários (garçons, taxistas e camareiros ) sabem identificar quem tem dinheiro de verdade e quem é tonto.

9. Faça um seguro-saúde. Fora do Brasil ele é a segurança de que uma torcida no pé não vai custar mais do que a viagem toda.

10. Informe-se antes de ir. Quem não lê sobre o destino que quer conhecer, quando chegar provavelmente vai ter dificuldade em estabelecer prioridades.

11. Leve um calçado usado para caminhadas. Estrear sapato novo só porque você está na Champ Élysées pode ser o fim do passeio.

12. Use roupas adequadas. Minissaia e decote sempre vão chamar a atenção. De gente bem ou mal intencionada.

13. Feche sua mala com cadeados. Mesmo no hotel. E guarde as chaves em local seguro.

14. Prove comidas típicas. Sem experimentar os sabores locais fica difícil entender o temperamento do destino. :-)

15. Aprenda algumas palavras do idioma do país que vai visitar. No mínimo, "obrigado" e "por favor".

16. Comporte-se, respeite as regras e acate orientações de segurança. Lembre-se: você é turista e não o dono do lugar.