Não da minha última viagem à Europa. Mas daquele concursinho fajuto, organizado por um milionário oportunista, que conseguiu ficar ainda mais rico às custas dos nossos clicks para eleger o Cristo Redentor. (Sim, eu votei no Cristo, porque sou brasileira e não desisto nunca!). Até hoje não entendi quais foram os critérios para selecionar as novas maravilhas do mundo moderno. Misturar em uma mesma categoria as ruínas de Machu Picchu e uma construção moderníssima como a Ópera de Sidney só me deixou mais confusa.
O projeto começou quando Gaudí tinha 31 anos e foi o último de sua vida. Dedicou mais de 40 anos à obra. O arquiteto morreu e não deixou nem os esboços para que pudessem finalizar o monumento mais criativo e genial dos últimos séculos.
Diversos artistas, engenheiros e arquitetos já deram várias contribuições, tentando finalizar a obra. Mas já se passaram mais de 70 anos desde a morte do visionário catalão e a previsão é de que fique totalmente pronta só em 2025.
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No meu concurso particular para eleger as novas maravilhas do mundo eu colocaria o monumento em destaque pelo simples fato de ser único e original: tem inusitada e conflitante arquitetura, está em construção há 125 anos e a gente pode brincar de fazer sagradas famílias nas areias de qualquer praia do Brasil.
Fotos: Raul Mattar
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Visitar o Palacio Real, que apesar de não ser a residência oficial do Rei Juan Carlos I – que vive no bem mais modesto Palacio de la Zarzuela, nos arredores de Madri – é uma pomposa construção para mostrar a majestade e a ostentação da nobreza do século XVIII.


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